Sou bolseira de apoio técnico a fazer e a ganhar a mesma coisa há 12 anos.

Entrei para o IPIMAR em 2004 para realizar amostragens a bordo de navios de investigação, da frota comercial e nas lotas da costa portuguesa e ainda a parâmetros biológicos de algumas espécies para determinar idades de peixes, entre outras coisas. Já vou na terceira bolsa, em que muda um bocado o palavreado das tarefas nos concursos públicos, mas as minhas tarefas são as mesmas. Tanta coisa com a precariedade da Investigação, mas não se podem lembrar apenas dos investigadores e dos doutorados que têm os nomes nos papers, posters e relatórios científicos.

A Investigação também tem que ter a carreira técnica, ou os investigadores deixam de ter dados para trabalhar e publicar.

― Bolseira de apoio técnico há 12 anos no IPIMAR/IPMA